PULSEIRA ENIGMA
Existe um momento, comum a muitos artistas e designers, em que o trabalho deixa de ser sobre forma isolada e passa a ser sobre passagem.
Mark Rothko passou anos tentando entender como uma cor poderia levar à outra sem ruptura.
Gerhard Richter passou décadas organizando cores em sequência até que o olho aceitasse a transição como natural.
Dieter Rams sempre disse que um bom desenho não chama atenção para si, mas para a lógica que o sustenta.
A Enigma nasce desse mesmo lugar.
Não da pedra individual, mas do intervalo entre elas.
Do espaço em que uma Esmeralda termina e um Diamante começa.
Do desafio de fazer com que essa transição não pareça forçada, nem óbvia, nem gratuita.
Reunir as gemas levou tempo. Não porque fossem raras isoladamente, mas porque precisavam pertencer ao mesmo raciocínio. Tons muito próximos não criavam tensão. Tons distantes demais quebravam a sequência. O degradê só apareceu quando todas aceitaram seu lugar.
O resultado é perfeito.
Não por acaso, não por excesso, mas por controle total. O degradê se encerra exatamente onde deve terminar.
DETALHES:
Esmeraldas
Diamantes
Ouro Branco 18k

